Lílian Toledo

Empresária

04/01/2017


Por ali com Lílian Toledo - #Força Chape

Os jornais não param de dar a notícia. Sintonizados pela televisão ou pela internet, acompanhando no celular ou no monitor: nossos olhos não desgrudam um segundo sequer da tela! Ansiamos por mais informações. Queremos ver as imagens, desejamos de alguma forma estar ali. Dando o nosso apoio, o nosso carinho, o nosso aplauso.

Impossível conter as lágrimas. Elas teimam em rolar, uma após uma, pois o nosso coração transborda e já não é mais possível conter o choro. Acompanhamos cada lance, cada tomada.

E percebemos que não estamos falando apenas de mais um Time, pois o mundo se curva diante de sua grandiosidade... Faixas, posts, eventos, monumentos e telões, todos clamam o seu valor – e assim o planeta se une, se pinta de branco e verde, e finalmente sucumbe ao significado destas duas cores: paz e esperança!

Pela primeira vez na história, torcidas inimigas se juntam, colocando suas diferenças de lado e reunidas vibram a uma única voz! Milhares de pessoas se mobilizam e dedicam o seu respeito e a sua admiração a uma Equipe vitoriosa, íntegra e guerreira. Homenagens às centenas, mais que merecidas.

São recebidos como heróis. Seguem em carro de bombeiro, com honras militares, recebidos dentro do seu campo – sua casa, onde se reúnem com seus familiares, seus amigos, sua torcida. CAMPEÕES!!! CAMPEÕES!!!

Essa pode não ser a história da nossa querida Chape, na íntegra. Mas não deixa de ser. O único detalhe é que não pudemos vê-los fisicamente, com a mesma alegria e a incansável euforia que uniu o Time até o último minuto. Todavia, eles estavam lá. Sempre estarão. Cada vez que a bandeira agitar na arquibancada, ou quando a bola rolar pelo campo. Basta apenas um torcedor tomar o seu assento. Lá estarão eles. Não apenas em Chapecó. Em todos os gramados do país, e de todos os continentes. O que nasceu ali, jamais irá se perder.

Esta é uma viagem que não teve - e nem nunca terá fim. Ficará em nossa memória toda a trajetória, a garra e a determinação de pessoas que não titubearam um instante sequer em perseguir e viver o seu sonho!

Penso que a missão destes meninos, da Equipe Técnica e de todos os jornalistas que partiram foi muito maior do que voltar ao Brasil como campeões sul-americanos. E passada esta semana, impossível ficar imune ao sentimento que somente os campeões da vida são capazes de impingir: de que cada momento é único, de que diante da fragilidade da vida tudo o que é fugaz perde a importância, e principalmente da humanidade que nos habita, e que muitos desconhecem! Uma tragédia capaz de unir povos, e de despertar o que há de melhor em cada um de nós – GRACIAS, OBRIGADO COLÔMBIA!!!

O ditado é velho, mas é sábio. Viva o seu dia como se fosse o último. Porque, no final das contas, o que se leva desta vida, é a vida que se leva.

Nos vemos por aqui, aLi ou acolá. Até mais!