Paulo Campos

Jornalista e Editor dos cadernos de Turismo do Jornal O Tempo e Pampulha

14/09/2016


Sala de Embarque por Paulo Campos em Maceió

Maceió é a capital nordestina com as praias mais bonitas?

Disso quase ninguém discorda. O mar tem um azul indescritível, quase caribenho, principalmente quando se aproxima de Maragogi, ao norte. Mas a orla da capital alagoana também encanta os visitantes, especialmente se você se hospeda em Pajuçara ou Ponta Verde, as praias mais famosas.
Uma praia se emenda à outra através de um enorme calçadão. A primeira é Pajuçara, com seus hotéis que se enfileiram na orla, suas jangadas, seus quiosques e o Pavilhão do Artesanato; depois vem Ponta Verde, com seu farol, calçadão ajardinado, as melhores barracas e uma bela vista de Pajuçara. Mais à frente, Jatiúca, Lagoa da Anta e Cruz das Almas.

De Pajuçara ou Ponta Verde, apanha-se o catamarã que leva até as piscinas naturais, mas antes é preciso observar a tábua das marés. Dependendo da época do ano em que marcar a viagem (prefira de setembro a março), algumas praias estão impróprias para o banho, mas isso não é, em si, um problema, porque nos arredores da capital existem oásis belíssimos.

Bate-E-volta


Mas o maior erro em uma viagem a Maceió é achar que dá para conhecer o Estado em bate-e-voltas a partir de capital alagoana. Não é uma boa ideia. A melhor dica é alugar um carro (ou contratar uma agência de receptivo) e desbravar os arredores: ao sul, estão Barra de São Miguel, praia de Gunga e a histórica e aprazível Marechal Deodoro.

Ao norte, a Rota Ecológica leva até Barra de Santo Antônio, com parada estratégica na praia de Paripueira para um refrescante banho de mar. Na chamada Costa dos Corais, há praias maravilhosas, vilarejos rústicos e muitos coqueirais, como Carro Quebrado e Tatuamunha.
Somente para os mais animados e que tenham um tempo de permanência maior na capital alagoana, compensa um bate-volta a Maragogi, distante quatro horas da cidade, e uma incursão a Coruripe e à foz do rio São Francisco, mais fácil de ser alcançada a partir de Aracaju. Quem não abre mão do Velho Chico precisa se planejar e se hospedar um dia em Penedo.

Mais distante ainda, quase na divisa com Pernambuco, a Rota Ecológica é sinônimo de praias desertas e muito sossego - leia-se São Miguel dos Milagres, Porto de Pedras, Japaratinga, lugares realmente mágicos. Lembre-se que Alagoas tem 230 km de praias e qualquer uma que você escolher terá uma bela surpresa.

Gastronomia

Dentro de Maceió, a gastronomia surge em destaque no bairro de Jatiúca, onde estão os melhores restaurantes, inclusive de cozinha regional. Os pratos típicos alagoanos são o sururu em diversas versões e a tapioca. E o suvenir mais procurado são os trabalhos das rendeiras do Pontal da Barra, ofício passado de mãe para filha.
O pólo gastronômico da capital nasceu em Jatiúca, a primeira praia a ganhar destaque nos guias de turismo da região. Hoje, por toda a orla, se encontram restaurantes e quiosques com uma grande variedade de opções. Da culinária regional - regada a frutos do mar, das lagoas e dos rios - aos pratos com sotaque francês, passando pelos japoneses e até peruanos, há restaurantes para todos os gostos.

Ainda dentro de Maceió, boa dica é um passeio de barco nas lagoas Mundaú e Manguaba. No intitulado “Passeio das Nove ilhas”, barcos que navegam em um arquipélago formado pelas ilhas do Irineu, das Andorinhas, do Fogo, de Santa Marta, do Almirante, de um Coqueiro Só, das Cabras, Bora Bora e de Santa Rita, essa última em uma área de preservação ambiental.

Do ponto de vista cultural, O Museu Théo Brandão é referência da cultura popular, reunindo fotografias, folhetos de cordel e livros, além de um arquivo audiovisual e documental com discos, filmes super-8, fitas de vídeo, slides e fitas cassete de antigas manifestações da cultura popular. O espaço expõe ainda objetos da cultura brasileira e de vários países.